A Astronomia é uma área científica que tem vindo a adquirir cada vez mais importância, não só pelo fascínio que proporciona, como por nos ajudar o entender o Universo e o nosso papel nele.
O objectivo do Clube de Astronomia é dar oportunidade à comunidade da ESAP saber um pouco mais sobre esta Ciência e observar planetas, estrelas, nebulosas e galáxias. Acompanha-nos nesta viagem pelo Universo, agora recorrendo ao Blog (formato tradicional e para dispositivo móvel) e publicadas no Facebook.terça-feira, 16 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Mapa detalhado do Universo quando ele era uma “criança” mostra que o Universo é mais velho e com mais matéria
por Carlos Oliveira
O telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA),
obteve o mapa mais detalhado do Universo, quando este tinha somente 370
mil anos.
Neste mapa vê-se a radiação vinda do Big Bang, a chamada radiação
cósmica de fundo, na forma de comprimentos de onda de microondas (devido
à expansão do Universo).
Por esta altura, a temperatura média do Universo era 3.000 K (+2.726,8ºC). Agora é de 2,7 K (-270,45ºC)
O Planck recolheu dados durante 15 meses e meio. Antes desta altura, o
Universo era tão quente que era opaco. Mas com 370 mil anos, o Universo
viu as primeiras partículas de luz (fotões). O “arqueólogo” telescópio
Planck capturou o registo fóssil desses fotões.
O que se vê no mapa são incrivelmente pequenas diferenças de temperatura no Universo, que no geral era bastante homogéneo.
Essas diferenças de temperatura mostram pequeníssimas diferenças em densidade (mais denso = mais quente = vermelho).
Essas diferenças em densidade levarão, milhões de anos depois, ao
nascimento de galáxias (na verdade, serão aglomerados de galáxias) nos
pontos mais densos, onde se concentra mais matéria.
Esta nova imagem mostra uma melhoria na medição das diferenças de
temperatura iniciais (ou melhor, na medição das suas variações).
Segundo o director da ESA, estas observações do Planck permitem-nos
compreender o Universo de uma forma vinte vezes melhor do que antes.
Ler mais em AstroPT
quinta-feira, 28 de março de 2013
O Cometa visto do concelho de Águeda
O cometa PanSTARRS, recebeu o nome do telescópio panorâmico do Havaí que o descobriu pela primeira vez em junho de 2011.
O cometa é visível a olho nu desde o início de março de 2013. No entanto, os cientistas se enganaram nas previsões, de acordo com as quais o brilho do PanSTARRS deveria igualar o de Vénus – o cometa tem um brilho quatro vezes inferior. Ele não tem sido fácil de observar já que aparece por pouco tempo na penumbra que se segue imediatamente após o ocaso do Sol, e a pouca altitude do horizonte, e principalmente porque as condições climatéricas não têm oferecido grandes oportunidades de céu limpo. O problema é a visibilidade do cometa depender do ponto em que se encontra a Terra na sua órbita quando o cometa se aproxima do Sol.
Apesar destas dificuldades, ainda consegui fazer dois registo fotográficos, o primeiro a partir de casa, e o segundo no miradouro de Fermentelos (com vista para a Pateira).
O cometa é visível a olho nu desde o início de março de 2013. No entanto, os cientistas se enganaram nas previsões, de acordo com as quais o brilho do PanSTARRS deveria igualar o de Vénus – o cometa tem um brilho quatro vezes inferior. Ele não tem sido fácil de observar já que aparece por pouco tempo na penumbra que se segue imediatamente após o ocaso do Sol, e a pouca altitude do horizonte, e principalmente porque as condições climatéricas não têm oferecido grandes oportunidades de céu limpo. O problema é a visibilidade do cometa depender do ponto em que se encontra a Terra na sua órbita quando o cometa se aproxima do Sol. Apesar destas dificuldades, ainda consegui fazer dois registo fotográficos, o primeiro a partir de casa, e o segundo no miradouro de Fermentelos (com vista para a Pateira).
segunda-feira, 18 de março de 2013
Cometa deve poder ser visto a olho nu
por Leandro França em Diário de Notícias
Fotografia © Reprodução/NASA
O cometa
'Pan-STARRS' foi descoberto por astrónomos norte-americanos em junho de
2011. No início de março, o corpo celeste vai passar a cerca de 160
milhões de quilómetros da Terra, após entrar brevemente na órbita de
Mercúrio. Grande parte dos cientistas acredita que será visível a olho
nu, tão brilhante quanto as estrelas da constelação Ursa Maior.
Muito além das órbitas de Neptuno e Plutão, onde o Sol é apenas um
pontinho de luz não muito mais brilhante que as outras estrelas, uma
enorme quantidade de corpos gelados circula pelo sistema solar. Essa
zona é chamada pelos astrónomos de 'Nuvem de Oort', e seria a fonte dos
melhores cometas da história.
É de lá que vêm o Pan-STARSS, descoberto pelo Telescópio de Investigação Panorâmica e Sistema de Resposta Rápida no topo do vulcão Haleakala, no Havaí. Os astrónomos utilizam o telescópio de 1,8 metro para vasculhar os céus em busca de objetos que se aproximam da Terra, tanto asteroides como cometas, que podem representar algum perigo para o nosso planeta.
O cometa que apareceu em junho de 2011 foi chamado de "Pan-STARRS", sigla para o nome do telescópio (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System, em inglês).
Ler mais
Veja o vídeo da NASA a explicar as previsões (em inglês):
É de lá que vêm o Pan-STARSS, descoberto pelo Telescópio de Investigação Panorâmica e Sistema de Resposta Rápida no topo do vulcão Haleakala, no Havaí. Os astrónomos utilizam o telescópio de 1,8 metro para vasculhar os céus em busca de objetos que se aproximam da Terra, tanto asteroides como cometas, que podem representar algum perigo para o nosso planeta.
O cometa que apareceu em junho de 2011 foi chamado de "Pan-STARRS", sigla para o nome do telescópio (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System, em inglês).
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Veja o vídeo da NASA a explicar as previsões (em inglês):
terça-feira, 12 de março de 2013
Explosão de meteoro nos céus da Rússia
De acordo com
fontes oficiais e noticiosas, um meteoro passou pelo céu no Este da
Rússia às primeiras horas da manhã de seta fia, dia 15 de feveiro,
despoletando uma poderosa onda de choque que partiu janelas, danificou
edifícios e pode ter provocado ferimentos.
O surpreendente evento celeste ocorreu na região russa dos Montes Urais e está inicialmente sendo apelidado pelas autoridades como uma explosão de um meteoro na atmosfera. Foram registados até ao momento cerca de 500 feridos, alguns com gravidade, devido a vidros partidos pela onda de choque.
As traduções das actualizações do website do Ministério russo da Emergência sugerem que alguns dos estragos nos edifícios foram provocados pela onda de choque do meteoro, e que se esperam recuperar fragmentos do meteorito, que se pensa ter cerca de um metro de comprimento.
Pelo menos 10 escolas e três instalações de saúde ficaram com vidros partidos na região de Chelyabinsk. A onda de choque da explosão também desabou parcialmente o armazém de uma fábrica de zinco.
As fontes citam um relatório da agência noticiosa russa RIA-Novosti, no qual os peritos detectaram uma explosão na atmosfera a uma altitude de 10.000 metros. Foi vista nas regiões russas de Chelyabinsk e Sverdovsk.
O surpreendente evento celeste ocorreu na região russa dos Montes Urais e está inicialmente sendo apelidado pelas autoridades como uma explosão de um meteoro na atmosfera. Foram registados até ao momento cerca de 500 feridos, alguns com gravidade, devido a vidros partidos pela onda de choque.
As traduções das actualizações do website do Ministério russo da Emergência sugerem que alguns dos estragos nos edifícios foram provocados pela onda de choque do meteoro, e que se esperam recuperar fragmentos do meteorito, que se pensa ter cerca de um metro de comprimento.
Pelo menos 10 escolas e três instalações de saúde ficaram com vidros partidos na região de Chelyabinsk. A onda de choque da explosão também desabou parcialmente o armazém de uma fábrica de zinco.
As fontes citam um relatório da agência noticiosa russa RIA-Novosti, no qual os peritos detectaram uma explosão na atmosfera a uma altitude de 10.000 metros. Foi vista nas regiões russas de Chelyabinsk e Sverdovsk.
Cinco anos a fazer ciência de ponta no Columbus
Desde desde que foi anexado à Estação Espacial
Internacional, há cinco anos, o laboratório espacial europeu Columbus
tem proporcionado a investigadores de todo o mundo a oportunidade de
fazerem experiências científicas em condições de micro-gravidade.
Um total de 110 experiências lideradas pela ESA, envolvendo cerca de 500 cientistas, foram realizadas desde 2008 em tópicos como física de fluidos, ciência dos materiais, física da radiação, o Sol, o corpo humano, biologia e astrobiologia.
ler mais em http://www.esa.int/por/ESA_in_your_country/Portugal
Um total de 110 experiências lideradas pela ESA, envolvendo cerca de 500 cientistas, foram realizadas desde 2008 em tópicos como física de fluidos, ciência dos materiais, física da radiação, o Sol, o corpo humano, biologia e astrobiologia.
A Estação Espacial permite aos
investigadores “jogar” com uma força que é fixa na Terra: a gravidade.
“Desligar” a gravidade e realizar experiências no espaço por longos
períodos pode revelar o funcionamento interno de fenómenos naturais.
“Nós concentramos a nossa investigação no objetivo de alcançar
descobertas científicas, desenvolver aplicações e beneficiar as pessoas
na Terra, enquanto preparamos a futura exploração espacial”, explica
Martin Zell, responsável pela utilização do laboratório europeu orbital
pela ESA. ler mais em http://www.esa.int/por/ESA_in_your_country/Portugal
Concurso Dark Skies Rangers
O projeto internacional Dark Skies Rangers,
pretende promover a luta contra a poluição luminosa, alertando as
populações para a possibilidade de haver soluções inteligentes de
iluminação exterior, economicamente viáveis e em harmonia com o
ambiente, e contribuir para devolver às pessoas e aos seres vivos o céu noturno, o maior património da Humanidade que deve ser preservado.
De modo a promover o projeto Dark Skies Rangers em Portugal, o NUCLIO – Núcleo Interactivo de Astronomia organiza o concurso Dark Skies Rangers para alunos e professores, em colaboração com o National Optical Astronomy Observatory, o Eco-Escolas e o Galileo Teacher Training Program, e no âmbito do projeto Discover the COSMOS, com os seguintes objetivos:
De modo a promover o projeto Dark Skies Rangers em Portugal, o NUCLIO – Núcleo Interactivo de Astronomia organiza o concurso Dark Skies Rangers para alunos e professores, em colaboração com o National Optical Astronomy Observatory, o Eco-Escolas e o Galileo Teacher Training Program, e no âmbito do projeto Discover the COSMOS, com os seguintes objetivos:
- Estimular o interesse pela investigação sobre a poluição luminosa;
- Promover a produção de trabalhos sobre poluição luminosa;
- Desenvolver competências na área da escrita, fotografia, vídeo e Internet;
- Contribuir para o desenvolvimento de cidadãos informados, participativos e com espírito crítico.
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