Todos os anos acontecem as chuvas
de meteoros, também designadas por “chuva de estrelas”. A maioria delas
ocorre por efeito de passagens sucessivas de cometas nas proximidades da
Terra. Os resíduos dos cometas vão-se alastrando por toda a extensão da
órbita do cometa, bem como transversalmente a ela (veja gravura a
seguir).
Na gravura, uma corrente de resíduos deixada por um cometa brilhante é intercetada pela Terra.
A Terra, porém, não atravessa todos os enxames de
fragmentos deixados pelos cometas. As chuvas de meteoros ocorrem apenas
nos poucos casos em que o nosso planeta intercepta esses detritos no
espaço, ao longo de sua órbita em torno do Sol. Isso normalmente ocorre
em dias específicos do ano, parecendo por isso que a maioria dos
meteoros nos surge de uma certa região do céu, que chamamos radiante.
Assim, as chuvas de meteoros recebem os nomes das constelações onde
estão os radiantes.
O radiante é apenas um efeito de perspetiva. Na
verdade, as partículas penetram na atmosfera terrestre em todas as
direções. O radiante indica a tangente da órbita do enxame de detritos
cometários que originou a chuva. O traço luminoso, característico dos
meteoros, deve-se principalmente ao aquecimento do material que o
constitui e a luminescência do ar atmosférico.
Principais chuvas de meteoros
| Nome |
Época |
Máx. |
Cometa Assoc. |
| Quadrantídeas |
01/01 a 06/01 |
03/01 |
- |
| Aquarídas |
19/04 a 28/05 |
05/05 |
Halley |
| Perseídeas |
25/07 a 25/08 |
13/08 |
Swift Tuttle |
| Orionídeas |
16/10 a 26/1 0 |
21/10 |
Halley |
| Leonídeas |
15/11 a 19/11 |
17/11 |
Tempel Tuttle |
| Geminídeas |
71/12 a 15/12 |
14/12 |
Tempel Tuttle |