A Astronomia é uma área científica que tem vindo a adquirir cada vez mais importância, não só pelo fascínio que proporciona, como por nos ajudar o entender o Universo e o nosso papel nele.
O objectivo do Clube de Astronomia é dar oportunidade à comunidade da ESAP saber um pouco mais sobre esta Ciência e observar planetas, estrelas, nebulosas e galáxias. Acompanha-nos nesta viagem pelo Universo, agora recorrendo ao Blog (formato tradicional e para dispositivo móvel) e publicadas no Facebook.

terça-feira, 12 de março de 2013

Concurso Dark Skies Rangers

O projeto internacional Dark Skies Rangers, pretende promover a luta contra a poluição luminosa, alertando as populações para a possibilidade de haver soluções inteligentes de iluminação exterior, economicamente viáveis e em harmonia com o ambiente, e contribuir para devolver às pessoas e aos seres vivos o céu noturno, o maior património da Humanidade que deve ser preservado.
De modo a promover o projeto Dark Skies Rangers em Portugal, o NUCLIO – Núcleo Interactivo de Astronomia organiza o concurso Dark Skies Rangers para alunos e professores, em colaboração com o National Optical Astronomy Observatory, o Eco-Escolas e o Galileo Teacher Training Program, e no âmbito do projeto Discover the COSMOS, com os seguintes objetivos:
  • Estimular o interesse pela investigação sobre a poluição luminosa;
  • Promover a produção de trabalhos sobre poluição luminosa;
  • Desenvolver competências na área da escrita, fotografia, vídeo e Internet;
  • Contribuir para o desenvolvimento de cidadãos informados, participativos e com espírito crítico.
Para mais informações contacta o Prof. Álvaro Folhas e/ou consulta o site do concurso em http://dsr.nuclio.pt/concurso/

Chuva de Estrelas

Todos os anos acontecem as chuvas de meteoros, também designadas por “chuva de estrelas”. A maioria delas ocorre por efeito de passagens sucessivas de cometas nas proximidades da Terra. Os resíduos dos cometas vão-se alastrando por toda a extensão da órbita do cometa, bem como transversalmente a ela (veja gravura a seguir).


Na gravura, uma corrente de resíduos deixada por um cometa brilhante é intercetada pela Terra.
A Terra, porém, não atravessa todos os enxames de fragmentos deixados pelos cometas. As chuvas de meteoros ocorrem apenas nos poucos casos em que o nosso planeta intercepta esses detritos no espaço, ao longo de sua órbita em torno do Sol. Isso normalmente ocorre em dias específicos do ano, parecendo por isso que a maioria dos meteoros nos surge de uma certa região do céu, que chamamos radiante. Assim, as chuvas de meteoros recebem os nomes das constelações onde estão os radiantes.
O radiante é apenas um efeito de perspetiva. Na verdade, as partículas penetram na atmosfera terrestre em todas as direções. O radiante indica a tangente da órbita do enxame de detritos cometários que originou a chuva. O traço luminoso, característico dos meteoros, deve-se principalmente ao aquecimento do material que o constitui e a luminescência do ar atmosférico. 

Principais chuvas de meteoros



Nome Época Máx. Cometa Assoc.
Quadrantídeas 01/01 a 06/01 03/01 -
Aquarídas 19/04 a 28/05 05/05 Halley
Perseídeas 25/07 a 25/08 13/08 Swift Tuttle
Orionídeas 16/10 a 26/1 0 21/10 Halley
Leonídeas 15/11 a 19/11 17/11 Tempel Tuttle
Geminídeas 71/12 a 15/12 14/12 Tempel Tuttle

ISS e satélites Iridium

Como todos sabem a Terra é, atualmente, o planeta com maior número de satélites. Além da Lua, nosso único satélite natural, somam-se milhares de satélites artificiais.

Uma dor de cabeça para quem planeia uma sessão de astrofotografia, mas uma nova oportunidade para observação.

Os satélites mais espetaculares são a ISS (Estação Espacial Internacional) e os flashes dos satélites de comunicações Iridium, vulgarmente designados “Iridium flares”.
Os flashes são provocados pelas Main Mission Antenna (MMA) que equipam cada um dos satélites. Estas antenas (3 por cada satélite) medem 1,88m por 0,86m e são feitas de alumínio polido. Estão montadas num ângulo de 40 graus com o eixo do corpo do satélite, que é mantido sempre em posição perpendicular relativamente ao solo. Ao longo da órbita do satélite, as antenas refletem a luz solar, criando um flash rápido e previsível de cerca de 10 km de diâmetro, quando os raios refletidos incidem sobre a Terra.
Para um observador, o flash é extremamente brilhante, com uma duração entre 5 a 20 segundos. Alguns flashes são tão brilhantes, atingindo magnitude -8 que podem ser observados em pleno dia, desde que se saiba exatamente para onde olhar.
Os satélites têm magnitude +6, pelo que só são visíveis, a olho nu, próximo dos flashes. Não é por isso de estranhar que já tenham dado origem a relatos de avistamentos de OVNIS, devido ao grande brilho que atingem para pouco depois se “apagarem”.
Os satélites efetuam uma rotação completa em cada órbita, pelo que a orientação vertical relativamente a um local é sempre a mesma e a direção do satélite é sempre conhecida.
No site http://www.heavens-above.com/, obtêm-se listagens de passagens da ISS (para as 24h seguintes ou para 10 dias), dos flashes dos satélites Iridium (para 7 dias) bem como de outros satélites, para qualquer ponto do globo.

Texto de Rui Costa